as minhas leituras de 2011

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De muita leitura saliento os seguintes livros por ordem de chegada:

  • The Coandă Effect, Rhys Hughes (Ex Occidente Press)
    # porque adoro a personagem Corto Maltese; ler uma aventura deste anti-herói foi gratificante
  • Metro 2033, Dmitry Glukhovsky (1001 Mundos)
    # já não me recordava de ler um livro de ficção cientifica com imensa qualidade
  • Eis o Homem, Michael Moorcock (Saída de Emergência)
    # Michael Moorcock no seu melhor
  • Wilt, Tom Sharpe (Teorema)
    # uma história delirante
  • Os Olhos de Allan Poe, Louis Bayard (Saída de Emergência)
    # temos uma história de assassinatos tenebrosa; temos magia negra; alguns fantasmas;
  • Batalha, David Soares (Saída de Emergência)
    # li e reli “Batalha” de David Soares e ainda estou impressionado com a capacidade de inovação de um escritor que me surpreendeu em cada livro que fui lendo; “Batalha” não é excepção – nunca pensei ler David Soares a “poetizar” sobre as verdades da vida de forma tão profunda sob a capa da fantasia.
  • As Mentiras de Locke Lamora, Scott Lynch (Saída de Emergência)
    # leitura vertiginosa e labiríntica.

Tenho para 2012 alguns livros para ler. Terminar a leitura de Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa, e outros mais.

Batalha é o livro que recomendo sem medo. As restante obras de David Soares editadas em 2011 ainda não foram lidas (aguardo o mês de Janeiro para mergulhar nas páginas). O ano de 2011 foi um annus mirabilis em David Soares; mas ele que me desculpe ainda esperei no Halloween assistir ao lançamento de um livro com contos de horror.

A editora que continua a dar cartas é sem dúvida a Saída de Emergência e o motivo do desbaste da minha carteira.

wilt

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– Em que sentido é que não é domesticado?
– Peido-me na cama, doutor Pittman. Gosto de me peidar na cama. É o toque de clarim do macaco antropóide que há em mim a afirmar o seu instinto territorial da única maneira possível.

página 211

Já por diversas vezes tinha a intenção de ler “Wilt” de Tom Sharpe; no final a escolha ia para outro lado. Quando vi a semana passada que Tom Sharpe já tinha editado um 5º Wilt comprei o primeiro livro da série para não perder mais tempo.

“Wilt” é um livro por demais divertido. Já o deveria ter lido à mais tempo. O humor é delirante e as situações em que o nosso Wilt se coloca são tão impossíveis que se tornam sem dificuldade possíveis tal a mestria como são contadas. “Wilt” é uma verdadeira anedota a desfolhar.