i wrote you a beautiful poem

fantasmas
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Thanks to the amazing Tseng Lan Hui I have my poem translated…

English version:
l wrote you a beautiful poem
that I tore in pieces.
You can possess my body,
But never the soul.

Chinese version:
我寫你一個美麗的詩
我撕毀了成小塊。
你可以擁有我的身體,
但從來沒有靈魂。

antónio gedeão, poesias completas

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Em 1956 António Gedeão publica no livro Movimento Perpétuo o seu poema mais conhecido: “Pedra filosofal“.

Em 1967, no livro Linhas de Força está incluído o poema intitulado “Poema da morte aparente” que Jorge de Sena no Post Scriptum de 1968, à edição do livro António Gedeão – Poesias Completas [1956-1967] considera ser um “dos melhores poemas do volume” (pág. XLVI).

Nos tempos em que acontecia o que está acontecendo agora,
e os homens pasmavam de isso ainda acontecer no tempo deles,

parecia-lhes a vida podre e reles
e suspiravam por viver agora.

A suspirar e a protestar morreram.
E agora, quando se abrem as covas,
encontram-se às vezes os dentes com que rangeram,
tão brancos como se as dentaduras fossem novas.

Ontem, na sequência de uma conversa, iniciei um passeio por estes poemas lidos pela primeira vez em 1985.


Informações
António Gedeão – Poesias Completas [1956-1967]
Editora: Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa
8.ª edição acrescida com 4 Poemas da Gaveta
Prefácio: “A poesia de António Gedeão: esboço de análise objectiva” por Jorge de Sena
9.ª edição: 1983

porta viii

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Na sequência do que escrevi no post e porquê?, finalmente encontrei o dito poema no qual utilizei apenas as letras do nome Paulo Brito. É orbital loop – mas será sempre porta VIII.

A pilot trail.
A orbital loop… oop!
Abrupt fail.
Air burial.
Poor ritual.

– – –

Au! Au! Au!
Top loup?
Ou brut?

não adoro que ele entre em mim

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Não adoro que ele entre em mim;
não adoro que se passeie em mim;
não adoro que se divirta em mim.
Ele? Ele adora entrar e sair de mim:
sem remorsos, sem moral.
Mas hoje decidi retomar a posse da chave para mim:
matei-o.
E, agora, adoro estar a come-lo pedaço a pedaço para dentro de mim.

dissertação escusada sobre a solidão das árvores

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É com enorme satisfação que me encontro com um novo livro de José Ilídio Torres nas mãos. Já leio a sua poesia desde os 17, ainda aluno na Escola Secundária de Barcelos, mas é com 18 anos, em Coimbra, que mergulho de cabeça na sua escrita. Como pessoa pouco me surpreende, como poeta… ufa… as letras são outras. Ele escreve aquilo que eu adoro ler. Claro que não escreve para mim, não ouso pensar isso, um pouco talvez, mas sinto que ao ler as suas palavras ele pensou em mim porque fala do que eu sinto, do que me vai na alma, como um espelho que reflecte o meu real ou… o que imagino ser real, ou talvez nem isso.

José Ilídio Torres teve a ousadia de em 1987/1988(?) fazer uma fogueira com centenas de poemas. Foi um dia de alegria para Coimbra que viu a poesia livre, como deve ser toda a poesia, a esvoaçar em forma de cinza. Acho que esse dia, e nos seguintes, na Real República dos Pyn-Guyns só se falava da loucura do poeta de Barcelos. Insultei-o e principalmente à vizinha do lado. A culpa na vida de um poeta é sempre da vizinha que se esfrega a nós e se ela não existe inventa-se uma – haja poeta! Desse tempo, ainda tenho comigo, uma folha A4 com um poema escrito por um jovem de 20 anos.

Hoje temos um poeta, alguns anos mais velho, mas capaz de agrafar a qualquer folha A4 uma poesia jovem, fresca, cruel… sim, até visceral (mas sempre a pulsar, porque José Ilídio Torres manipula com mestria as letras de A a Z e desta forma a sua poesia celebra-se a si mesmo.)

Dissertação escusada sobre a solidão das árvores, o seu novo livro, vem embrulhado de “isto e aquilo“, de tudo e de nada. O poeta atreve-se a afirmar que trata o poema por tu. Não me importo que o poema seja um seu “velho amigo“, desde que eu seja um seu velho leitor. Ontem tinha apenas uma folha, hoje tenho imensas; ainda o posso insultar, mas apenas para que escreva mais e mais.

Respondo por ti se não te importas:” – obrigado José Ilídio Torres.

beau présent: elizabeth hollingworth

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The sixteenth (03.09.2014) is a Beau Présent that I made for Elizabeth Hollingworth.

A girl,
a tango – latino night!
I gaze to a gaol!
I belong to her – an oblation.

I allow all:
to be beaten
to be eaten
to be a bait
to wait…

And waiting I hear
the hell.
I breathe the boiling air.
Breathing the lethal eternal
I hibernate.

In a rainbow lagoon
I battle an orange whale
to negotiate a birth.

We both agree:
the hell and I.

Hanging to the blowing
I grow…
higher
and
higher

‘Hello, again,
belle Elizabeth!’

An angel
with a brilliant bronze hair.
A heroine
in an elegant green bolero.

I not hate her when
I reborn
again
and
again… and again…
to bathing in her blaze halo.

To be together… a lethal reboot,
a genial waltz.

beau présent – second round

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Since 08th August. I have try to publish a Beau Présent every single day.

18 – Rhys Hughes and Mark Lewis
19 – Jason E. Rolfe
20 – Mark Andresen
21 – nothing
22 – Adele Whittle
23 – nothing
24 – Hannah Frederika Lawson

I made others Beau Présents but they aren’t published on the site.