the ironic fantastic #3 no cadernos de daath

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É com imenso orgulho que vejo referido no blog do meu escritor português de eleição, David Soares, algumas palavras sobre a revista editada por mim, The Ironic Fantastic #3.

São demonstrações como estas que compensam o pesadelo que foi editar este número. Obrigado.

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sepulturas dos pais

Aproveito para publicitar a capa de «Sepulturas dos Pais», escrito por David Soares e desenhado por André Coelho. Uma edição da Kingpin Books, com lançamento previsto para 25 de Outubro, no Amadora BD.

a transformação

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Hoje pela madrugada dentro estava com os pés completamente gelados e o resto do corpo a tremer que nem decrépitas bandeiras de Portugal penduradas nas varandas ao sabor do vento. Quando o frio começou a subir pelas canelas e a alastrar pelos membros inferiores temi pela saúde do meu pénis e dos meus exuberantes testículos.
Estaria a transformar-me em vampiro? Claro que no clássico vampiro que pede licença para entrar em casa e não aquele que come vegetais ou anda à luz do dia. Um dos motivos que me leva a adorar os vampiros é esta refinada educação. O vosso deus, por exemplo, está em todo o lado e nem pediu permissão para estar neste preciso momento a ler o que estou a escrever por cima dos meus ombros.
Esta ideia romântica de transformação foi afastada pela resposta da minha mais-que-tudo, após ter bocejado um arrepiado “Estou cheio de frio e a tremer. O que se passa?”. “Olha que eu estou cheia de calor.” foram as suas palavras jocosamente apunhaladas nos meus ouvidos.

Assustei-me.

Estaria a minha energia vital a ser sugada? Passados estes anos todos seria a minha companheira de cama uma real Sil? Uma parasita cibernética do planeta “estou-realmente-lixado-da-cabeça“?
“Agora é que não me safo”, sussurrei para a minha almofada.
Senti uma mão a penetrar-me nas costas, a subir até ao pescoço e a dizer “Estás cheio de febre.” A mão e corpo saiu da cama e foi para a cozinha preparar qualquer poção diabólica ao melhor estilo de chá de Santo Daime. Soube isto quando me foi oferecido um copo de líquido branco e efervescente com um irritado “toma isto e vê se me deixas dormir”. Bebi calado e bem caladinho. Não me lembro de adormecer.

Acordei. A fêmea alfa já não estava na cama. Teria sido tudo um pesadelo?

aventuras penianas

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Quando me foi realizada a vasectomia o médico e toda uma imensa equipa tiveram o privilégio de besuntar os olhares na minha pujança peniana. O médico e um enfermeiro tiveram até a lúbrica oportunidade de agarrar em primeira mão o meu aparelho sexual.

Hoje lá terei por outros motivos de me submeter aos olhares e dedos de outro médico; e quando penso nisso pergunto-me ‘onde param as urologistas?’ – hibernaram? não existem? Será que terei alguma vez oportunidade de ser clinicamente examinado por uma médica. Acho que este é o desejo de felicidade médica suprema de qualquer homem, tenho receio, às vezes, seja um pesadelo camuflado de sonho?

wolverine: hauntings

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Esta história, publicada na revista Marvel Comics Presents n.º 99 e 100, com Wolverine, Nightmare, Ghost Rider e Doctor Doom, com desenhos de Jim Valentino é uma história singular, mas que prima pela qualidade das ilustrações.

wolverine, hauntings

“Tormentos”, na tradução, foi lida na revista Wolverine n.º 38 pela Abril Jovem em 1995.

ck

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Para quem tem andado distraído já estamos em 2010 e está tudo igual. Quase tudo. Exceptuando a destruição das minhas cuecas CK que exibia orgulhosamente num dos meus sonhos.

Nunca mais sonhei comigo mesmo enquanto vestia CK. É um pouco aborrecido não ter condições de controlar os meus sonhos. Seria óptimo fazê-lo tendo em conta que já não controlo a minha vida real. Seria um avanço. Pois os meus rebentos 3+12 descontrolam a minha existência diária, semanal, anual… e com aquele pedaço divinal de têxtil sentia-me diferente…