lol, camouflage 6.1 – by books

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lol in typical Next Thursday fashion has navigated through books never before navigated. He has left the three-dimensional space and entered the multidimensional space. He is looking for the perfect book for his hideaway. So, he jumps from book to book like a grasshopper – free of responsibilities, of deadlines to meet. His current motto could almost be “Pack your knapsack and go.” After so much jumping and running through amazing, minimalist and tragic books, of dense, light and dour writing, he opts, for his lair, for an illustrated book filled with people sitting on roofs, peering from windows and doors, descending and ascending stairs, dressed in blue, green, brown, yellow or striped, traveling on a train, ship or submarine; with strange and normal objects; with real bears and teddy bears; with fish and dinosaurs, horses, cows and even robots. In that crowd, that mosaic of confusion, lol realizes, finally, that he will be camouflaged. Then we hear him say ‘let me through’ while bypassing a green tank driven by a yellow fish; ‘do not push’ as he crosses paths with a blue group of soldiers; ‘do not fall’ as he faces Humpty Dumpty, who is on top of a wall made of books. Then we see him getting more than annoyed when he observes that the house made of cards is occupied by an astronaut, a skier, a conductor, a matrioska. lol throws his arms up high and grumbles loudly ‘SERIOUSLY! EVEN A MATRIOSKA?’

[… an excerpt …]

mab invicta – i festival internacional de multimédia, artes e banda desenhada

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Mencionei por diversas vezes o meu pessimismo quando ao festival. O que não deixou de ser positivo porque acima deste patamar de negativa exigência o que viesse à rede seria sempre bom peixe.

Aviso à Navegação

O sujeito de chapéu que aparece aqui em duas imagens rapinadas do Leituras de Bd é um nerd assumido.
Tenham medo, muito medo!!
Estes tipos são geralmente muito melgas! Esquisitos!
Fazem dieta a beber cerveja e esquecessem com facilidade de livros.

Contudo antes de falar do festival irei tratar do almoço. Como sempre chego a horas a qualquer compromisso excepto se me atrasar.

Assim, convido os leitores deste blogue para o dia 10 de Março, à hora de almoço (12:00), para uma supimpa refeição num dos restaurantes que ficam junto à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde se irá realizar o 1º festival de BD MAB Invicta!

Retirado do blog Leituras de BD

mab invicta, almoço

mab invicta, almoço – imagem rapinada: logotipo na televisão

Reparem nas 12h00.
“Boa Tarde, venho aqui para um almoço que deve estar reservado.”
“Não tenho reservas para hoje, mas amanha tenho um almoço para cerca de 25 pessoas.”
“Não me diga que me enganei no dia.”

Saí do restaurante a pensar em que dia seria o almoço e que dia seria hoje. Sem me preocupar muito, sou a calma gélida em pessoa, ligo-me à net via Nokia x6 e não tenho saldo. Vou carregar o dito cujo e enquanto deslizo pela rua em direcção ao Jardim de São Lázaro para me preparar para consultar a net ouço “SENHOR! SENHOR!” À porta da churrascaria fui informado que alguém, o negativo de mim, magro!, tinha feito agora mesmo a reserva para as… 13h00. Fiquei contente e com fome. Sentei-me num banco do jardim e escrevi mais um conto, ou uma flash story como quiserem.

O almoço foi bastante saudável: batatas fritas, arroz, cerveja diluída em 7up, molho picante, azeitonas e para quem está preocupado com uma boa dieta bifes de frango grelhados. Os comensais foram o nec plus ultra do dia; valeu a pena a ida ao Porto só por isso.

E quanto ao Mab Invicta?

panoramica

mab invicta, a 360 – imagem rapinada: logotipo no saco

Se não houvesse um farol diabólico a indicar o caminho não iria descobrir a entrada do festival. Certamente as sinalizações foram levadas pelo vento que não se fazia sentir ou eram insuficientes, ineficazes, ridículas.
O que realço de toda a organização e a ausência total de organização.
Acho que os convidados portugueses e estrangeiros mereciam outro tratamento. Os livros eram vendidos in loco e in persona pelos autores – foi, como diz o meu filho, podre! Descobri a sala das exposições por acaso. E vi pessoal sentado mais perdido do que eu. Mas nem tudo correm mal, houve vinho do Porto.

exposicao

exposição – vista geral

Para um sujeito que não tem tido a oportunidade de frequentar estes antros de nerds a experiência foi agradável. Falando dos autores presentes e sem ofender ninguém: o pessoal da Zona é podre de bom, Filipe Melo é um cromo, positivamente, raro, aquele cromo que vale a colecção inteira, João Mascarenhas foi uma grande e literal surpresa, Mário Freitas vende-se bem. Sei que me esqueço de alguém, mas contra isto não posso fazer nada: os comprimidos já vieram tarde.

O contacto humano bombou a 110%. E Gostava de ver uma segunda MAB Invicta mais madura para o próximo ano.

milagres

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Existem na Bíblia dois episódios mágicos de que gosto especialmente:

  • a multiplicação dos pães e peixes
  • e a transformação da água em vinho.

Agora, em adulto, imagino-me sentado num sofá de massagem com suporte para um copo de Dry Martini a que nunca faltaria o maravilhoso licor e as verdejantes azeitonas.

Descendo para os anos da infância constato com uma cristalina clarividência que todos os dias a minha mãe e pai realizavam diariamente a magia mais poderosa:

  • o afecto multiplicava-se
  • ingredientes esquisitos transformavam-se em carinhosa comida
  • roupa rasgada aparecia cosida

and last but not least a gaveta das meias e cuecas nunca esvaziava.

sem peixe, mas com carne

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E sem muito esforço lá fui à pesca a convite do meu Tio João.
A ocasião era o 4º Concurso do Grupo de Pesca Desportiva “A Barcaça”. Local: Praia dos Sacos (Apúlia).

[na primeira foto estou a treinar a pose para quando tirasse do mar um peixe de 6 quilos; para os distraídos o peixe não foi fotografado porque era tímido]

Não pescava desde os meus 13/14 anos de idade e como tal já sabia que nem ia devidamente equipado, mas tinha uma mochila de 107 quilos de boa vontade cheia. Com cana de pesca emprestada fiz-me ao mar. As ondas fizeram-se a mim; fui muitas vezes o sacrifício de ondas que decidiram, sem eu saber porquê, no exacto momento em que lançava, molhar as minhas velhas sapatilhas Le Coq Sportif, que devem ter mais de 25 anos.

Aqui está o meu Tio João. Responsável por me levantar cedo da cama (isso não se faz). Reparem no olhar de guerra com que enfrenta o mar – assustador. Tão assustador que os peixes por vezes lhe fogem.

observem o olhar arguto. olhar de um verdadeiro pescador.

O momento mais alto foi levar com a chumbada na testa porque me esqueci de largar a linha e fui vítima do efeito boomerang. Não pesquei nada; diverti-me como o caraças e relaxei duplamente.

pai serra: devidamente equipado. um profissional.

Aqui o amigo Pai Serra pescou o primeiro peixe do dia, mesmo ao meu lado. A isca dele convenceu melhor o peixe.

a minha isca e o peixe dele

A pesca corria bem. Bom tempo. Bons lançamentos. Boas fotos. E outro peixe.

o amigo joão machado e o seu peixe. um sargo.

Estava eu cheio de estilo a contemplar o mar e à espera que algum peixe quisesse dar valor ao dogma “sorte de principiante” quando o cheiro de carnes grelhadas me assaltam as narinas. O que se passaria nas dunas?

eu e o mar e a cana de pesca

O que se passava? O amigo Costa tinha acabado de instalar a sua tasca de comes e muitos bebes. Expliquei que não fazia sentido pescadores estarem ali a comer carne, que seria o mesmo que um grupo de caçadores no meio do monte a grelharem sardinhas. Ninguém me ouviu (ou ligou) – talvez o barulho das ondas.

a tasca do costa.

O peixe que não pesquei no mar comi (um excelente bacalhau) no almoço convívio servido no aconchegante Café Dinis.

eu e o costa, o responsável pela tasca da praia

Foi um dia verdadeiramente espectacular. A repetir o mais cedo possível.