lol, camouflage 6.0 – orange juice

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lol is sitting in a chair while nibbling, indecisively, between a croissant and a pains au raisins. From the balcony of one of the rooms on the third floor of the hotel Plage des Pins he enjoys a beautiful view of the blue sea and concludes that the smell of the Mediterranean Sea in Argelés-sur-Mer has a distinct fragrance. He finishes a delicious orange juice and decides to throw some balls – A game of pétanque is taking place on the beach.
‘Bonjour! Il y a une place pour une personne? J’ai mes propre boules.’
‘Bien sûr. Nous sommes jusqu’à fini ce match.’

lol smooths his mustache, fixes the béret and waits – satisfaction.

[… an excerpt …]

perguntas e mais perguntas

tomate e chouriça
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Exemplo de como responder com perguntas ou irritar exponencialmente uma pessoa.
Esta conversa aconteceu hoje de manhã entre a minha modesta pessoa e um palerma metido à burro.

– Estás chateado comigo Big?
– Fizeste ou disseste alguma coisa que me faça estar chateado contigo?
– Que eu saiba não.
– Então porque haveria de estar chateado contigo?
– Por nada. Foda-se que tu às vezes és parvo. Só complicas. Raios te partam.
– Já reparas-te que agora é que tenho motivos para estar aborrecido contigo?
– Vai mas é à merda.
– À merda vou, mas espera e… (atirei-lhe um murro directo aos dentes).

A dita pessoa caiu – bati com os pés no chão a marcar território – e fugiu cambaleante (o gajo é doido, deve ter pensado). E eu? Eu ganhei o dia. Reputação a 100%!

Mais uma lição


do vosso bom falante BigPole

a transformação

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Hoje pela madrugada dentro estava com os pés completamente gelados e o resto do corpo a tremer que nem decrépitas bandeiras de Portugal penduradas nas varandas ao sabor do vento. Quando o frio começou a subir pelas canelas e a alastrar pelos membros inferiores temi pela saúde do meu pénis e dos meus exuberantes testículos.
Estaria a transformar-me em vampiro? Claro que no clássico vampiro que pede licença para entrar em casa e não aquele que come vegetais ou anda à luz do dia. Um dos motivos que me leva a adorar os vampiros é esta refinada educação. O vosso deus, por exemplo, está em todo o lado e nem pediu permissão para estar neste preciso momento a ler o que estou a escrever por cima dos meus ombros.
Esta ideia romântica de transformação foi afastada pela resposta da minha mais-que-tudo, após ter bocejado um arrepiado “Estou cheio de frio e a tremer. O que se passa?”. “Olha que eu estou cheia de calor.” foram as suas palavras jocosamente apunhaladas nos meus ouvidos.

Assustei-me.

Estaria a minha energia vital a ser sugada? Passados estes anos todos seria a minha companheira de cama uma real Sil? Uma parasita cibernética do planeta “estou-realmente-lixado-da-cabeça“?
“Agora é que não me safo”, sussurrei para a minha almofada.
Senti uma mão a penetrar-me nas costas, a subir até ao pescoço e a dizer “Estás cheio de febre.” A mão e corpo saiu da cama e foi para a cozinha preparar qualquer poção diabólica ao melhor estilo de chá de Santo Daime. Soube isto quando me foi oferecido um copo de líquido branco e efervescente com um irritado “toma isto e vê se me deixas dormir”. Bebi calado e bem caladinho. Não me lembro de adormecer.

Acordei. A fêmea alfa já não estava na cama. Teria sido tudo um pesadelo?

um problema químico…

tomate e chouriça
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Para mim ter uma relação sexual é tão normal como roer a unha do dedo grande do meu pé esquerdo ou, numa imagem mais inocente, como pescar moncos dentro do nariz. Entendo, que pessoal, que só “faça o amor” a cada 29 de Fevereiro se sinta revoltado com a minha desenvoltura – temos pena!

Contudo, hoje, não falarei de sexo, mas de química, para perceberam que BigPole é um poço de sabedoria e para abafar, igualmente, os críticos mentecaptos.
Irão concluir, não apenas que a química está presente em muitos actos da nossa vida, mesmo naqueles que pensamos que não, como eu subjugo não apenas o sexo como a química. Um pouco de arrogância nunca me fez qualquer mal.
Acho que será a primeira vez que vai ser tratado, de forma consensual porque quimicamente, o resultado de uma actividade realizado por qualquer ser humano desde sempre. Tentarei usar uma linguagem simples, singela. Aqui vai…

Ontem, ou se preferirem hoje de madrugada, eram cerca das 03h15m, num ambiente de néon proveniente da minha sanita, quando estava a descer uma calça Denim Fit Loose e uma cueca boxer Hom, com um adorável desenho de fantasia e, cuja textura ultra-leve aconchega na perfeição o meu orgão genital, para alapar as nádegas numa Kohler com assento aquecido, pensava no tempo que se perde a evacuar; daí que tenha sempre à mão algumas revistas para folhear.

Depois de terminar o meu serviço, já com o regueiro limpo e não uso papel higiénico, mas sim as opções de uma sanita 4-1, tem, também, função de bidé e como tal recebo no sítio adequado um jacto de água oscilante a uma temperatura suave e um fluxo de ar quente para secagem, tudo ajustável por comando, ah! e tem controlo de odor, puxei o autoclismo, atirei a roupa para o cesto de roupa suja, e nu preparava-me para um rápido banho de imersão ao som de uma relaxante música ambiente, quando reparei que ficou a boiar no fundo da sanita um resto, razoavelmente redondo, de fezes. Assustei-me. Enojei-me ver aquela coisa a enfrentar-me do fundo da minha Numi. Decidido a acabar com isso usei a função flush-full. O impossível aconteceu e o naco de fezes ganhou ao turbilhão aquático e lá permaneceu a boiar plácido. Assustado duplamente fiquei. Aquilo não se misturava.

Humm….. estaria perante um problema de polaridade? Duplo hummm… hummm…
Vejamos: bebi umas boas cervejas, acompanhadas por um petisco capaz de fazer corar o colesterol. E como sabemos que a água é uma substância polar e as gorduras apolares estaria perante um pedaço de fezes hidrofóbico? Grande questão química percebem? Novo flush-full, o mesmo resultado. Conclui que tinha de anular de alguma forma a polaridade das fezes e como tal atirei para dentro da sanita uns guardanapos que fui buscar à cozinha. Desta vez experimentei um eco-full e pumba o poio desapareceu nos meandros do esgoto. Milagre químico.

Conclusões a tirar? Primeiro que foi mais fácil afundar o Titanic; segundo que tenho de cortar nas gorduras.


o vosso químico BigPole

se as vacas voassem

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merdadois

merda de ave

“A tua sorte foi as vacas não voarem” – disseram-me.

Hoje logo pela manhã aconteceu-me um verdadeiro ataque aéreo capaz de fazer inveja a qualquer top gun.

Fui bombardeado por um pomba com um míssil balístico de merda líquida. Quando dou por mim não era, apenas, o cabelo que estava sujo, era a roupa, o livro que levava na mão, a carteira. Peguei no lenço para minimizar o problema e um fio de caca aviária descia pela testa.

Já tinham cagado em cima de mim, mas nunca literalmente. Outro animal que odeio. Vou acabar por comprar uma simples LG 21 Panther e andar sempre de chapéu; sinto que o meu zero craniano serviu de mira.

Serve-me de consolo a linda pança que evitou qualquer bombardeamento das partes baixas.

as atribulações de um português no porto

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E antes que digam que existe um livro com um nome semelhante ao título desta entrada, eu coloco-o aqui: “Les Tribulations d’un Chinois en Chine” de Jules Verne. Pronto!

Ontem o dia correu muito bem. O almoço do Leituras de BD estava devidamente condimentado; espectacular companhia.

Quanto ao MAB – Festival Internacional de Multimédia, artes e BD, como ia com o pessimismo instalado, até gostei. Teria alguns aspectos negativos a apontar, mas o facto de ter efectuado umas boas compras, conhecido pessoal fantástico, e ter trazido uns valentes rabiscos, evita frases mais tristes. Além do mais tive o prazer de ver em primeira mão a exposição de Zakarella.

Contudo este post não servirá para falar do MAB – Festival Internacional de Multimédia, isso ficará para outro, mas das minhas aventuras malucas, que comprovam muita coisa ou nada.

Os apontamentos:

    1. Fui de comboio
    2. Como tipo precavido que sou, depois de ver o horário do comboio de regresso, marquei como alarme a hora de partida no meu Nokia x6 para não o perder.
    3. Às 17h45m o alarme disparou. No visor indicava 18h00. Com apenas 15m para chegar ao destino e como não sabia a forma mais rápida de chegar à estação de São Bento pedi indicações à diabólica Virgulina Labareda.
    4. Recordei-me que tinha deixado na mão do João Mascarenhas o Punk Redux, o novo álbum do Menino Triste. Fiquei mais que doido.
    5. Pesquei o marcador de livros da Dr. Kartoon, telefonei para a loja de Coimbra, pedi o número de telemóvel do João Miguel Lameiras e pedi-lhe para deixar o álbum com Nuno Amado – agora vou ter mesmo de pagar os portes!
    6. Perdi-me, temporariamente. Sabia que a rua de referência tinha uma data, mas só me lembrava do 25 de Abril. Como fui capaz de me esquecer de um livro!
    7. Quando me lembrei do 31 de Janeiro foi sempre abrir – claro que a descer ajuda.
    8. Chegado à estação de São Bento, pisco os olhos para o relógio de pulso que me indica 18h30m – merda, perdi o comboio.
    9. Ataco a tabela de horários Porto-Vigo para ver a alternativa e reparo que não existe qualquer comboio às 18h00, mas sim às 18h45m
    10. Amaldiçoo o Nokia x6 e especialmente o sujeito que gravou o alarme. Depois desta confusão ainda tenho 15m – nada mal!
    11. Na bilheteira: “Um bilhete para Barcelos”.
    12. “Não há hoje mais comboios para Barcelos devido à greve”.
  1. “Greve! Mas está no placard o comboio das 18h45m para Braga”.
  2. “Não tem ligações para os regionais.  A greve é dos regionais a partir das 16h00. Só tem comboio até Nine.”
  3. Ainda na bilheteira: “A sério?!! Que seja. Um bilhete para Nine.”
  4. Continuando na bilheteira: “Mas, mas… depois o senhor não tem comboio para Barcelos!”
  5. “Faço o resto do percurso a pé pela linha. O meu Nokia servirá de lanterna.” Fiquei um pouco melhor com a expressão do homem, apesar de ele ter a obrigação de não revelar qualquer surpresa perante um simples sujeito de chapéu aparentemente amalucado.

Ainda tive tempo de beber um capuccino extraído daquelas máquinas automáticas e comprar uma garrafa de 1,5l antes de entrar para o Comboio. Ufa!!!

theme: footwear

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Just to be a simple observation the photograph “cores, uma fotografia” was number one on the theme “footwear” of the vfxy photos site.

It is always good even if it is a anonymous recognition. My self-esteem thanks without repudiation. And truth be told is a nice picture of two beautiful socks and of course, two shapely legs.
I am fortunate (a humble photographer) because I’ve beside me someone who has good body arguments.

os jogos do capricórnio

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(…) o poço da criação. O reservatório da vida, que é Deus. Alguma vez pensaste que acreditas em Deus? Acordastes alguma vez no meio da noite a dizer Sim, sim, no fim de tudo “há” qualquer coisa. Creio, creio! Não falo de ir à igreja, compreendes-me. Ir à igreja, hoje, não é mais do que um reflexo condicionado, um trejeito, um tique. Falo da fé. Da crença. O estado de iluminação. Também não falo de Deus como se fosse um velho de longos bigodes brancos. Refiro-me a qualquer coisa abstracta, uma força, uma potência, uma corrente, um reservatório de energia por detrás de tudo e ligando tudo. Deus é esse reservatório (…) está cheio de calor e poder, é acessível àqueles que sabem como chegar até ele. Platão soube alcançar o reservatório. Van Gogh, Joyce, Schubert, El Greco. Alguns poucos felizes sabem como alcançar. A maior parte de nós não sabe. Para os que não podem Deus morreu. Pior: para eles, Deus nunca existiu. Ó Cristo como é terrível estar encurralado numa época em que toda a gente se comporta como se fosse uma espécie de morto-vivo (…) Odeio-a. Odeio todo este fedorento século XX, sabes? Estou a falar com algum sentido? Pareço terrivelmente bêbado? Estou a envergonhar-te (…)

Os Jogos do Capricórnio, Robert Silverberg