speculative thought of the day or how to win a conversation, version i

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  • vi um pato em cima de uma pata, apesar de ter duas patas para usar. de repente trocou de pata e deixou a outra pata descansar. o sacana nunca usou as duas patas ao mesmo tempo – convencido!
  • when you’re sleepy try sleeping awake and the day will have 24 hours.
  • you want to be loved without compromises? buy a dog – some cookies settle any discussion…
  • if you want to know who you are get yourself in front of a mirror.
  • if you want to be sure of winning a discussion the best is not to begin one in first place.
  • se as hóstias fossem muffins eu ia todos os dias à missa; ou não.
  • never, ever complain in a restaurant the existence of a fly in our soup bowl; maybe beside us is a tax collector ready to write a fine for unreported capital gains.

from the perverse mind of paulo brito

olaria de bisalhães, rostos de barro preto

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Esta exposição foi um dos elementos de um projecto abrangente, realizado em parceria entre o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, o Museu de Alberto Sampaio (Guimarães) e o Museu de Olaria (Barcelos), sendo comissariada pelos directores das três instituições.

O projecto inclui, para além da já referida exposição, a realização de um videograma, a aquisição de colecções de olaria, a sua inventariação e estudo e, ainda, a edição de um caderno de exploração pedagógica, material de divulgação e de um catálogo bilingue.

A louça preta de Bisalhães/The Black Pottery of Bisalhães é o título da obra que inclui texto de Isabel Fernandes (Directora do Museu de Alberto Sampaio), catálogo de peças elaborado por Patrícia Moscoso, e análise química de louça por Fernando Castro. Trata-se de uma co-edição entre os municípios de Vila Real e de Barcelos.

fast food

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Estou de dieta rigorosa à mais de 25 dias. Perdi com isso já 10 quilos. Não sigo as indicações do médico, porque como ainda menos do que ele aconselhou. Nada de batatas, fritos, massa, arroz…

Ontem fiquei com a minha filha em casa enquanto a minha mulher foi à missa de sétimo dia do meu ‘vozinho. Não me sentiria, desta vez, confortável, apesar do motivo, em estar numa cerimónia religiosa quando me sinto ultimamente um existencialista ateísta e emocionalmente quebrado.
Às 20.30, mulher em casa. O meu filho entretanto regressa vindo da casa da sua avó materna. Disse-me, contudo, que ainda não tinha jantado.
Oops, enganei-me nas horas
e esqueci-me do facto de ele ter pedido jantar em casa da avó.
Questionado sobre o queria comer sem gaguez disse McDonald’s, a irmã ouviu, gritou batatas-fritas e eu respondi ao miúdo que não estava para ir ao McDonald’s comer fritos quando ele sabia que eu já não estava nessa onda.

– Não vais morrer por comeres um hambúrguer – disparou ele.

Fuck! Fomos então.
Até fui satisfeito porque sempre adorei aquela fastfood. E, afinal, que se foda. Uma não são vezes. Ou lá o que seja que se diz.

McChicken (para reduzir os danos), batata média e Coca-Cola média lá trouxe para a mesa. Os filhotes adoraram, naturalmente. Eu ao primeiro golo de Coca-Cola pasmei pela ausência de prazer que tive; uma batata originou apenas um “mas que é isto”; o hambúrguer que deveria ser delicioso ficou parado em pasta na minha boca.
Enjoar com um menu McChicken não é normal. O que se está a passar comigo? Em que me estou a transformar? Acontecerá o mesmo quando decidir festejar com uma McChouffe e com uma francesinha? Em que me estou a transformar?

santa hipocrisia & inveja virtuosa

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Todos nós somos e devemos ser saudavelmente hipócritas.
Quantas vezes dizemos, “Que bebé tão lindo, fofinho.”, quando pensamos, “Puxa, mas o que é isto?”
Quantas vezes dizemos, “Não. O cabelo assim até te fica bem.”, quando pensamos, “Só esta tipa para me alegrar o dia.”

Quantas vezes dizemos, “Olha que estás mais magra”, quando pensamos, “Gorda Balofa.”. Eu, nesta parte, sou sempre sincero. São todos gordos e sinto-me perfeitamente seguro para o declarar.
Escrevi, “saudavelmente hipócritas” porque é uma questão de saúde dar a resposta adequada e esperada. É a nossa saúde que está em causa, quando somos colocadas perante aquelas perguntas de merda, porque não quero ser constantemente agredido. Mas, são situações corriqueiras. É a saudável hipocrisia.

Grave é aquela hipocrisia filha-da-puta. Aquela hipocrisia com o objectivo de prejudicar o próximo. Seriamente maldizente. Felizmente não ligo muito ao que me dizem dos outros e muito menos ao que me dizem que os outros disseram de mim. Nem funciono como boomerang. Enfim, trazer e levar recados. Infelizmente digo o que tenho a dizer de qualquer pessoa directamente; o que acarreta situações embaraçosas para elas, porque geralmente não sou contraditado. É uma merda ter alguma razão. Há contudo pessoas que sofrem com a hipocrisia maldosa. Ficam pensativas, depois perturbadas com o que lhe dizem que disseram delas ou pior transmitem a outras pessoas o que os outros disseram dos outros e delas. Humm. Complicado. As relações humanas são difíceisssssssssssss

O que adoro é a inveja. Entusiasma-me que tenham cobiça de mim. E se essas pessoas forem virtualmente religiosas e potencialmente cristãs fico então mais que arrebatado. Não é por ter um pouco de diabo em mim(?), mas sim pelo facto de ser conclusivo que a ida às missas não limpa as mentes de ideias nada cristãs.

10. Não cobiçarás a mulher do teu próximo e não cobiçarás a casa do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem nada do que lhe pertence.
via http://www.wikipedia.org

Fico triste (lol) porque, talvez, esteja com os meus momentos de felicidade, de bem estar, a contribuir para que alguém não atinja “um dos maiores objectivos” na vida de um católico, “a pureza de coração“. Só ficaria triste, mesmo desolado, se alguém tivesses inveja do meu corpo, digamos que, voluptuoso. Voluptuoso segundo a visão de Rubens. Porque o meu corpo é apenas para o meu deleite ou para o regalo de alguém a um preço justo e devidamente adequado ao valor de referência do mercado. Claro que a minha mulher tem um desconto de 100%. Não sou doido.

o farol

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Ia rascunhar sobre uma semelhança entre o último livro de P. D. James (The LightHouse) e o anterior (Death in Holy Orders) quando ao pesquisar pelo título original descobri que o meu penúltimo é afinal um antepenúltimo.

# Death in Holy Orders (2001) – Morte em Ordens Sagradas
# The Murder Room (2003) – A Sala do Crime

Commander Adam Dalgliesh is already acquainted with the Dupayne–a museum dedicated to the interwar years, with a room celebrating the most notorious murders of that time–when he is called to investigate the killing of one of the family trustees. He soon discovers that the victim was seeking to close the museum against the wishes of the fellow trustees and the Dupayne’s devoted staff. Everyone, it seems, has something to gain from the crime. When it becomes clear that the murderer has been inspired by the real-life crimes from the murder room–and is preparing to kill again–Dalgliesh knows that to solve this case he has to get into the mind of a ruthless killer.

from Random House

# The Lighthouse (2005) – O Farol

Mas a premissa, de alguma forma, mantém-se.
– Morte em Ordens Sagradas desenrola-se num colégio teológico anglicano situado numa região desolada da costa de East Anglia.
– O Farol tem o seu enredo na isolada ilha de Combe, “perdida ao largo da costa da Cornualha.”

Quanto a mim P. D. James cresceu como escritora de histórias de crime e mistério com Devices and Desires (1989).[1] E o mais engraçado é que nesta história também temos:

Commander Dalgliesh of Scotland Yard has just published a new book of poems and has taken a brief respite from publicity on the remote Larksoken headland on the Norfolk coast in a converted windmill left to him by his aunt.

from Random House

P. D. James nestes títulos coloca o homicídio em zonas inóspitas e isoladas o que reduz, aparentemente, o leque de suspeitos, mas aumenta, consideravelmente, a dificuldade de o leitor encontrar a solução. Penso que isto não é subgénero de histórias de crime e mistério, mas mais uma opção da autora.
Relembro, como parênteses, que a história de crime mais célebre que ocorre num local pouco “hospitaleiro” é sem dúvida “The Hound of the Baskervilles”.[2]

Estes locais trazem um condicionamento espacial interessante às histórias, mas que não alcança a especificidade dos mistérios de “quarto fechado”.[3]

Espero que “O Farol” me divirta imenso como o seu antepenúltimo livro.


informações
[1].
título em português “Intrigas e Desejos”. Edição de 1990 pelo Círculo de Leitores.
[2].a edição sobre a qual verti os meus sedentos olhos faz parte da colecção “As Aventuras de Sherlock Holmes” do Círculo de Leitores. Colecção de 1982/1983 composta por 7 volumes. No volume 4 temos a história O Cão dos Baskervilles.
[3].o senhor dos mistérios de “quarto fechado” é com naturalidade John Dickson Carr aka Carter Dickson. “A Flecha Assassina” (Colecção Vampiro, n.º 571, 1995) foi o último livro que li.
É “The Murders in the Rue Morgue” a primeira grande história deste subgénero. “Os Crimes da Rua Morge” (Livros de Bolso europa-américa, n.º 279, 1981) é um conto de Edgar Allan Poe no qual os crimes são investigados pelo Detective Dupin, o pai de Sherlock Holmes. Um conto a ler ou a reler. O .pdf deste conto pode ser descarregado aqui.