uma explicação

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Um destes dias tentei explicar a alguém e ao meu mim como funciona a minha mente, cabeça, cérebro, massa cinzenta, como diria Poirot, ao tentar relaxar para dormir ou apenas relaxar pelo relaxar.

Pensa no zapping. Clicas num botão percebes umas imagens, uns sons durante três ou cinco segundos. Clicas novamente. Outras imagens e outros sons. Três, cinco segundos. Zip. Novas imagens e sons. Zap. Imagens e sons; mais Zip e Zap. Entretanto passaram três minutos e foram vistas imensas imagens e ouvidos outros tantos sons. O que foi retido nada de nada – zero. E zero foi, igualmente, o relaxamento, ao não conseguir utilizar uma imagem/som que me fizesse descomprimir e adormecer ou esvaziar, simplesmente, o pensamento.

Acho que o mar é o meu único facilitador de relaxamento. Adoro vê-lo, sentir o seu cheiro, a sua espuma, o seu sabor salgado. Gostava de ter uma cama virada para o mar. Será o meu obscuro desejo?

Complicado? Vou tentar outro exemplo. Pode ser?

Imagina o motor de um Outerlimits 50′ Catamaran a trabalhar em ralenti. Os seus 2.500 cavalos adormecidos, em rom-rom rom-rom rom-rom. A lancha está calma. Aconchegada pelo mar. Aí carregas no acelerador, o motor ruge – vroooommm! Largas o pedal rom-rom rom-rom rom-rom. Vroooommm! Rom-rom rom-rom rom-rom. Vroooommm! E nesta subida constante das rotações o teu cérebro nunca chega a descansar. Quando menos esperas é-te arrancado um vroooommm!

Percebeste agora?

a praia dos afogados de domingo villar

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A Praia dos Afogados de Domingo Villar está já aqui na pilha de leitura.

Uma manhã, o cadáver de um marinheiro é arrastado pela maré até à beira-mar de uma praia galega. Se não tivesse as mãos amarradas, Justo Castelo seria outro dos filhos do mar a encontrar a sua sepultura entre as águas, durante a faina.
Sem testemunhas nem rasto da embarcação do falecido, o inspector Leo Caldas mergulha no ambiente marinheiro da povoação, tentando esclarecer o crime entre homens e mulheres renitentes em revelar as suas suspeitas, mas que, quando decidem falar, indicam uma direcção demasiado insólita.

lol, camouflage 6.1 – by books

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lol in typical Next Thursday fashion has navigated through books never before navigated. He has left the three-dimensional space and entered the multidimensional space. He is looking for the perfect book for his hideaway. So, he jumps from book to book like a grasshopper – free of responsibilities, of deadlines to meet. His current motto could almost be “Pack your knapsack and go.” After so much jumping and running through amazing, minimalist and tragic books, of dense, light and dour writing, he opts, for his lair, for an illustrated book filled with people sitting on roofs, peering from windows and doors, descending and ascending stairs, dressed in blue, green, brown, yellow or striped, traveling on a train, ship or submarine; with strange and normal objects; with real bears and teddy bears; with fish and dinosaurs, horses, cows and even robots. In that crowd, that mosaic of confusion, lol realizes, finally, that he will be camouflaged. Then we hear him say ‘let me through’ while bypassing a green tank driven by a yellow fish; ‘do not push’ as he crosses paths with a blue group of soldiers; ‘do not fall’ as he faces Humpty Dumpty, who is on top of a wall made of books. Then we see him getting more than annoyed when he observes that the house made of cards is occupied by an astronaut, a skier, a conductor, a matrioska. lol throws his arms up high and grumbles loudly ‘SERIOUSLY! EVEN A MATRIOSKA?’

[… an excerpt …]

lol, camouflage 6.0 – orange juice

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lol is sitting in a chair while nibbling, indecisively, between a croissant and a pains au raisins. From the balcony of one of the rooms on the third floor of the hotel Plage des Pins he enjoys a beautiful view of the blue sea and concludes that the smell of the Mediterranean Sea in Argelés-sur-Mer has a distinct fragrance. He finishes a delicious orange juice and decides to throw some balls – A game of pétanque is taking place on the beach.
‘Bonjour! Il y a une place pour une personne? J’ai mes propre boules.’
‘Bien sûr. Nous sommes jusqu’à fini ce match.’

lol smooths his mustache, fixes the béret and waits – satisfaction.

[… an excerpt …]

dinossauros e outros bichos

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Cláudio Marcos Oliveira de Jesus nasceu em 25 de Janeiro de 1974, na cidade de Vitória no Estado de Espírito Santo, Brasil. Influenciado pelos pais que faziam telha e peças de uso doméstico (pratos, copos, etc.), herdou desde cedo o gosto pela cerâmica. Em pequeno brincava com o barro, modelando as suas peças.

Jesus Cláudio, como é conhecido, emigrou para Portugal em 2001 em busca de novas formas artísticas, desbravando o seu imaginário no contributo para uma arte tão versátil como é a cerâmica.

Em terras portuguesas, dedicou à cerâmica parte fundamental da sua vida, fazendo arte para todos aqueles que sabem dar valor à história de luta e amor pela cerâmica.

sem peixe, mas com carne

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E sem muito esforço lá fui à pesca a convite do meu Tio João.
A ocasião era o 4º Concurso do Grupo de Pesca Desportiva “A Barcaça”. Local: Praia dos Sacos (Apúlia).

[na primeira foto estou a treinar a pose para quando tirasse do mar um peixe de 6 quilos; para os distraídos o peixe não foi fotografado porque era tímido]

Não pescava desde os meus 13/14 anos de idade e como tal já sabia que nem ia devidamente equipado, mas tinha uma mochila de 107 quilos de boa vontade cheia. Com cana de pesca emprestada fiz-me ao mar. As ondas fizeram-se a mim; fui muitas vezes o sacrifício de ondas que decidiram, sem eu saber porquê, no exacto momento em que lançava, molhar as minhas velhas sapatilhas Le Coq Sportif, que devem ter mais de 25 anos.

Aqui está o meu Tio João. Responsável por me levantar cedo da cama (isso não se faz). Reparem no olhar de guerra com que enfrenta o mar – assustador. Tão assustador que os peixes por vezes lhe fogem.

observem o olhar arguto. olhar de um verdadeiro pescador.

O momento mais alto foi levar com a chumbada na testa porque me esqueci de largar a linha e fui vítima do efeito boomerang. Não pesquei nada; diverti-me como o caraças e relaxei duplamente.

pai serra: devidamente equipado. um profissional.

Aqui o amigo Pai Serra pescou o primeiro peixe do dia, mesmo ao meu lado. A isca dele convenceu melhor o peixe.

a minha isca e o peixe dele

A pesca corria bem. Bom tempo. Bons lançamentos. Boas fotos. E outro peixe.

o amigo joão machado e o seu peixe. um sargo.

Estava eu cheio de estilo a contemplar o mar e à espera que algum peixe quisesse dar valor ao dogma “sorte de principiante” quando o cheiro de carnes grelhadas me assaltam as narinas. O que se passaria nas dunas?

eu e o mar e a cana de pesca

O que se passava? O amigo Costa tinha acabado de instalar a sua tasca de comes e muitos bebes. Expliquei que não fazia sentido pescadores estarem ali a comer carne, que seria o mesmo que um grupo de caçadores no meio do monte a grelharem sardinhas. Ninguém me ouviu (ou ligou) – talvez o barulho das ondas.

a tasca do costa.

O peixe que não pesquei no mar comi (um excelente bacalhau) no almoço convívio servido no aconchegante Café Dinis.

eu e o costa, o responsável pela tasca da praia

Foi um dia verdadeiramente espectacular. A repetir o mais cedo possível.

os escolhidos: abril, 2011

Nota
  1. não sei se vou votar. mas a indecisão que me mortifica é escolher um dry martini ou um cosmopolitan para iniciar um doce relaxamento
  2. o melhor a fazer perante a estupidez é deixá-la cair na obscuridade.
  3. apesar de já ter almoçado apenas acordei agora (felizmente ainda só a 70%). vou utilizar os 30% para abraçar o sofá ao som de nada. humm
  4. o impensável aconteceu. já acordei!
  5. tenham medo. muito medo. cristo morreu e coelhos fofinhos andam à solta. porque é que o baal não aproveita e os leva para o 7º círculo?
  6. não vou dormir. mas vou para a cama mais cedo. tenho uns escritos a rever. uns livros para ler. um sonho para sonhar.
  7. em vez de ter dormido, devia ter descansado
  8. posição sentado. descalço… altura ideal para tomar banho!
  9. verde. amarelo. azul. vermelho. são as cores da saúde.
  10. entre backups não encontro a que me faz falta. zero reposição. a cópia de segurança dos últimos anos da minha vida também foi perdida
  11. quem é o culpado? será que podemos apontar a culpa outra vez ao mordomo?
  12. mas verdade seja dita os cabeçudos de fragoso são os melhores.