deutsche bahn

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Em 1977 foi-me oferecido esta locomotiva. Hoje a minha mãe nas arrumações encontrou em casa dela o meu brinquedo mais adorado e que prova porque ainda hoje adoro comboios.

É uma locomotiva Deutsche Bahn feita pela empresa Modern Toys (Japão).

out at night in the day

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My mother never let me go out at night, so I went out at night in the day.
That’s why I do not understand certain things, such as:
# how can someone turn a suicide on a threat?
# how can the police forbid me going home by car, but not on foot?

o braço esquerdo de deus

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O Braço Esquerdo de Deus, livro editado pela Porto Editora, do escritor Paul Hoffman, primeiro de uma trilogia, convenceu-me. Adorei como que o universo paralelo em que os seguidores de uma religião continuam a combater os infiéis de forma poderosa e com sucesso. Pode ser um livro de alguma forma perturbador – viciante, violento, apaixonante.

Não é quanto a mim um verdadeiro livro de fantasia, mas enfim, é a minha opinião. Poderia dizer mais, mas não digo. Estou de férias.

O titulo do livro é-nos explicado mesmo no fim do fim. Iniciei a leitura do segundo livro. obrigado mãe pela oferta.

expulsar os demónios

carnaval, diabos
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– Pai podes brincar comigo? – perguntou a minha filha mal acabei de abrir a porta de casa.
– Daí a pouco, agora tenho de expulsar uns demónios – respondi, no meu tom mais que sério, deixando-a pensativa. E lá ficou no hall a ruminar. Deve ter sido por causa da palavra “expulsar” que no seu modesto vocabulário, certamente, ainda não tinha um adequado sinónimo.

[… pausa para processamento de informação …]

– MÃE, MÃE… OHHH MÃEEEEEEEEEEEEEEE, tenho medo, o pai disse que há bichos aqui – gritou a soluçar, e correu para a mãe que a deve ter abraçado estupefactamente aborrecida.
– Onde está o teu pai?
– Na casa de banho. E ’tá a gritar!
– Pois está, a gritar “saiam daqui demónios!” – frase dita num tom de voz tão gélido que me arrepiou até os cabelos que não tenho.
– O pai está a brincar. Não é a sério. Olha Margarida vai à cozinha buscar uma colher de pau para também nós brincarmos.
– Uma colher de pau? – questionou a inocente criança. Este pedido da mãe foi ouvido por um pai ligeiramente assustado. Uma névoa de suspeição já entrava na casa de banho por baixo da porta e pelo buraco da fechadura.
– Sim, Margarida, vamos bater com ela na cabeça do palerma do teu pai. Pode ser que com dois chifres ele convença os demónios a deixarem a nossa casa.

Danger, Will Robinson!” – aí estava eu, mais uma vez, numa posição periclitante. Sou vítima de odiar a monotonia e sinto-me, como tal, na obrigação de criar momentos teatrais.

milagres

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Existem na Bíblia dois episódios mágicos de que gosto especialmente:

  • a multiplicação dos pães e peixes
  • e a transformação da água em vinho.

Agora, em adulto, imagino-me sentado num sofá de massagem com suporte para um copo de Dry Martini a que nunca faltaria o maravilhoso licor e as verdejantes azeitonas.

Descendo para os anos da infância constato com uma cristalina clarividência que todos os dias a minha mãe e pai realizavam diariamente a magia mais poderosa:

  • o afecto multiplicava-se
  • ingredientes esquisitos transformavam-se em carinhosa comida
  • roupa rasgada aparecia cosida

and last but not least a gaveta das meias e cuecas nunca esvaziava.