vigésimo nono quadro

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– Rosabianca, afinal não tens os cabelos verdes!
– Verdes?
– Sim. Eu pensava… Pelo menos não podia pensar que não fossem verdes… E que não tivesses sido salva por mim do fogo!
– Do fogo?
– Sim. Porque te admiras? Do fogo. E nunca foste enfermeira.
– Enfermeira?
Encostados a uma grade, viam quase sem ver Florença lá em baixo.
– Porque perguntas? Não posso gostar de ti, Rosabianca! Pensei que tinhas os cabelos verdes e que te salvava do fogo… Mas nada disso sucedeu.
Rosabianca apertou-lhe o braço com força.
– Giovani! Se queres, pinto de verde os cabelos, subo para um quarto andar e deito-lhe fogo. Salvas-me?
– E fico ferido? Serás a minha enfermeira?
– Sim, se quiseres serei a tua enfermeira.
– Está bem, Rosabianca. Sobe lá para o telhado que eu vou deitar fogo à casa.

A cidade das flores, Augusto Abelaira
página 159

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