Standard

(…) nas minhas costas ouço sempre a aproximação da quadriga voadora do tempo; e além, à nossa frente, jazem desertos de eternidade. A tua beleza não será mais reencontrada; e os ecos da minha canção não se ouvirão na tua sepultura de mármore: depois, os vermes provarão a tua tão preservada virgindade; a tua honra a pó se reduzirá, e em cinzas o meu desejo se transformará.

Não estejamos à espera: enovelemos toda a nossa força e toda a nossa doçura numa única esfera, e pelo nosso prazer forcemos duramente os portões de ferro da vida, que abriremos amplamente. Não podemos obrigar o nosso Sol a quieto permanecer, mas está ao nosso alcance fazê-lo correr.

Digam que não existe poesia na ficção cientifica? Digam-me?


Os Impostores, Alfred Bester

Anúncios

deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s