o mar em casablanca

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«Não cheguei a morrer?», perguntou ele.
«Não. Não foi o suficiente.»[1]

 

Li este livro empurrado por uma critica do Jornal de Letras e foi uma leitura bastante agradável.

O Mar em Casablanca é antes de mais um romance policial – temos dois assassinatos e uma investigação policial, para se transformar, também, numa autobiografia de Jaime Ramos. Aqui os crimes servem um propósito superior, que vai muito para além de descobrir o(s) culpado(s); são o motivo de uma viagem pela memória de Jaime Ramos – que está a ficar velho. E o Douro, o Vidago, Angola e Guiné, Casablanca e Venezuela são os espelhos das recordações que Jaime Ramos nos dá a conhecer.

A escrita é de uma doce melancolia que nos faz de um trago mergulhar perdidos no nevoeiro do Douro para de seguida nos resgatar com o cheiro de uns filetes de sardinha.

O Mar em Casablanca é um livro que se revela a cada página.

informações

[1] pág. 107
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