a mão e o cigarro

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Na sexta-feira passada a caminho do meu local de trabalho a minha mulher reparou que a viatura que impudicamente seguia à nossa frente era conduzida pelo Sir Paxo…

buzinou-se para um salutar cumprimento social de 2 segundos

mas, o mais engraçado é que eu apenas reparei que a pessoa que conduzia essa tal viatura tinha um deselegante cotovelo pousado na janela e que tinha estendido o antebraço para expelir cinzas de um cigarro preso nos dedos da mão esquerda

e penso que talvez, um pouco só, dou demasiada atenção ao pormenores e não ao quadro global da paisagem e por isso, talvez, talvez um pouco apenas, raramente vejo rostos quando me passeio pela rua

e na situação presente eu nunca repararia no Master Paxo – não porque ele seja um pormenor, uma mancha na paisagem, convenhamos que em qualquer quadro sir p. seria tudo menos uma mancha, talvez um borrão e digo-o sem qualquer paternalismo ou sem qualquer insulto subliminar -, mas porque me fixei no movimento mecânico do cotovelo, do punho e das cinzas a despegarem-se do cigarro para levadas pelo movimento da viatura branca de Sir Paxo virem na minha direcção

imagino que terei de deixar de ligar aos pormenores.

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