arrisca-te

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Arrisca-te. – disse ele com aquela petulância difícil de disfarçar e que caracterizava os seus piores momentos. Momentos que ocorriam em apenas três situações. Quando o Porto perdia ou quando o Benfica ganhava. E nas raras vezes que prendia os reduzidos testículos ao fecho das calças. Aquela mania de andar quase in natura tinha os seus riscos.
Não te sentes melhor? – insistia ele.
Inicialmente pensei que ele estava a discorrer frases pelo prazer de se ouvir, ou melhor, pelo prazer de se escrever. Erro meu. Erro obtuso. Ele estava sistematicamente a me provocar.

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