“habemus papam”

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Fiquei mais que feliz por existir um novo General das forças do bem.

Acredito, sinceramente, é que os “maus diabos”, além da malvadez inerente à sua própria natureza, são uns autênticos imbecis ao não terem aproveitado a não existência do General para um ataque nocturno à terra. Como sabem um bom diabo ataca, apenas, de noite e os filmes não mentem. Bem, os filmes não mentem, às vezes não dizem é a verdade.
Não quero dizer, com isso, que desejo, nem mesmo a um nível subliminar, que o mal ascenda à terra. Não podem esquecer, acima de tudo, que o próprio acto de ascender [1] para um diabo é, muito naturalmente, uma tarefa complicada sendo, como nos dizem, que a terra é redonda. Não basta abrir um buraco e puf aí­ os têm todos felizes a pularem de alegria [2].
Reparem: o diabo desce no Japão do ponto de vista de um português bom chefe de família [3], mas sobe (vide 1) no Japão do ponto de vista de um japonês. E é esta dicotomia alpinista que tem feito correr rios de lava entre os teólogos do General Lúcifer, Lu para os amigos [4].
É por tudo isso que temos estado, mais ou menos imunes aos ataques das forças do Lu, digo Lu apenas para o irritar, e não por haver um General do bem, que é muito bom existir, para o enfrentar.
Além de que o Lu, Lu = Lúcifer, não precisa muito de descer à terra para transformar isto num bom inferno [5], nós temos estado muito entretidos a fazer isso por ele.

Ups. temos papa. Parabéns.


[1] um diabo não ascende. Ascender é “bom”. Significa elevação, subir. Por isso um diabo tem de descer.
[2] um diabo não sente alegria. A alegria é um sentimento “bom”. Sente sim um ligeiro formigueiro devido à mudança brusca de temperatura.
[3] a definição do que deve ser um bom pater familia português ainda está em esboço, como sabem a nossa nação ainda é jovem.
[4] um diabo não tem amigos. Amizade baseia-se num sentimento “bom”. Um diabo também não tem inimigos. Sendo um inimigo o inverso de amigo, um diabo tinha de ter amigos para saber o que são inimigos. Um diabo tem apenas colaboradores.
[5] o Lu, hehehe, não pode criar um bom inferno (vide 2) e para criar um mau inferno, acho que não vai perder tempo.


Tinha escrito este texto pela altura da subida ao poder de Bento XVI. Após ter perdido o blog inicial decidi não colocar este post por ser descontextualizado, mas, afinal, que se lixe.

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