sons of man

Fixo

O meu livro Sons of Man já está disponível para compra. É editado pela Black Scat Books; com prefácio de Mercie Pedro e Silva.


Nota de lançamento.
Esqueçam a Mona Lisa, o tema da pintura clássica de René Magritte, Le fils de l’homme (1964), foi transformado em um icónico everyman  – forçado a enfrentar as forças da vida contemporânea.

O artista português Paulo Brito reanima a misteriosa figura numa série de colagens satíricas que não esquecerá em breve.

O futuro do Dada está aqui!

Clique aqui para o comprar (MagCould)


Após me pedirem uma solução de compra para residentes em Portugal informo que o pagamento pode ser feito por transferência bancária:
contacte para mais informações sons.of.man@outlook.pt

de tal maneira que deixei de sonhar

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De tal maneira que deixei de sonhar. Só os pesadelos me visitavam. Eu estava aleijado desse orgão que segrega as matérias do sonhar. Eu estava doente sem doenças. Sofria dessas maleitas que só Deus padece. Aconteceu assim: primeiro, me acabou o riso; depois, os sonhos; por fim, as palavras. É essa a ordem da tristeza, o modo como o desespero nos encerra num poço húmido.

Mia Couto, A Varanda do Frangipani (pág. 131)

macaco não vê, macaco não ouve

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A ignorância é uma benção. É a melhor benção. Não ouvir certa(s) coisa(s), não ver outra(s) tanta(s) é O espectacular sossego. Quando não tenho conhecimento de algo, de um acontecimento como me posso aborrecer? Não é e não será possível; uma maravilha certo?

Num mundo em que a informação nos entra pelos poros sem pré-aviso é saudável viver alheado.

Alheado e em tom de cinzento é o meu novo lema.

em tom cinzento

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Se existem pessoas preocupadas com as cores que transportam coladas ao corpo eu não sou uma delas. Não vejo necessidade de perder tempo a combinar a camisola com as calças, as calças com as sapatilhas, as sapatilhas com a camiseta, a camiseta com o chapéu. Por isso, e desde que descobri que o cinzento combina com o meu branco pálido, estou a trocar as minhas roupas, quando estas atingem o prazo de validade, apenas por indumentária cinzenta.

E, ainda, estou a ir mais longe, sem sair do lugar, ao adquirir peças de roupa iguais. Objectivo? Aumentar a colecção da igualdade.

Ah, que sossego.

coisas de junho, 2017

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As leituras de alguns fins-de-semana e não só.

Um pouco de banda desenhada:

  • Airborne 44 – o segundo díptico, composto pelos álbuns Omaha Beach e Destinos Cruzados, revelou-se superior ao díptico anterior. Adorei esta aventura
  • Airborne 44 – o terceiro díptico, composto pelos álbuns Se é Preciso Sobreviver e Inverno das armas, foi o díptico que menos gostei. Fiquei um pouco desapontado.
  • Tokyo Ghoul #7 de Sui Ishida – volume brutal. Sanguinário.

Um pouco de outras coisas mais:

  • Hereges e Heróis de Thomas Cahill – muito bom. Muito bom mesmo.
  • A Sétima Função da Linguagem de Laurent Binet – que leitura adorável. Belo. Surreal. Real. Majestoso.
  • Furiosamente Feliz de Jenny Lawson – Divertido. Tocante. Mas não me entusiasmando por aí além.
  • O Alquimista – Os Segredos de O Imortal de Nicholas Flamel de Michael Scott – já tinha lido este livro na altura da sua edição em Portugal (2008). Chegou a altura de terminar a leitura desta saga e para isso foi necessário ler o primeiro.
  • O Mágico – Os Segredos de O Imortal de Nicholas Flamel de Michael Scott – leitura para relaxar.
  • Lágrimas na Chuva de Rosa Montero – lido. Excelente. Bom. O segundo livro que leio com Bruna Husky – coisa boa.
livros

a nova remessa

  • A Rainha do Sul de Arturo Pérez-Reverte – outro livro de um escritor que nunca me desiludiu. O mar é quase, sempre, uma personagem que inspira, consola, amarga a vida das personagens. Arturo Pérez-Reverte oferece outra história bem tecida, cativante, viciante – paixão em estado puro e duro. Personagens hipnóticas – brilhante!

uma explicação

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Um destes dias tentei explicar a alguém e ao meu mim como funciona a minha mente, cabeça, cérebro, massa cinzenta, como diria Poirot, ao tentar relaxar para dormir ou apenas relaxar pelo relaxar.

Pensa no zapping. Clicas num botão percebes umas imagens, uns sons durante três ou cinco segundos. Clicas novamente. Outras imagens e outros sons. Três, cinco segundos. Zip. Novas imagens e sons. Zap. Imagens e sons; mais Zip e Zap. Entretanto passaram três minutos e foram vistas imensas imagens e ouvidos outros tantos sons. O que foi retido nada de nada – zero. E zero foi, igualmente, o relaxamento, ao não conseguir utilizar uma imagem/som que me fizesse descomprimir e adormecer ou esvaziar, simplesmente, o pensamento.

Acho que o mar é o meu único facilitador de relaxamento. Adoro vê-lo, sentir o seu cheiro, a sua espuma, o seu sabor salgado. Gostava de ter uma cama virada para o mar. Será o meu obscuro desejo?

Complicado? Vou tentar outro exemplo. Pode ser?

Imagina o motor de um Outerlimits 50′ Catamaran a trabalhar em ralenti. Os seus 2.500 cavalos adormecidos, em rom-rom rom-rom rom-rom. A lancha está calma. Aconchegada pelo mar. Aí carregas no acelerador, o motor ruge – vroooommm! Largas o pedal rom-rom rom-rom rom-rom. Vroooommm! Rom-rom rom-rom rom-rom. Vroooommm! E nesta subida constante das rotações o teu cérebro nunca chega a descansar. Quando menos esperas é-te arrancado um vroooommm!

Percebeste agora?